segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A Pseudotransformação

Nossa contemporaneidade está repleta de inseguranças porque as pessoas não se reconhecem em si mesmas pela falta de valores, que são construídos mediante nosso entendimento dos conceitos atualmente desestruturados.
Há quem tenha visto nessa situação o início de uma nova era, a pós-modernidade. Mas a carência de conceitos e, portanto, de valores, não nos trouxe nenhum salto para uma nova época, e sim, nos aprisionou na decadência de uma civilização já conhecida.
Muitos acreditaram que novos paradigmas seriam criados para um mundo novo, graças à necessidade de se elaborarem novos conceitos. Mas o fato é que essa elaboração não ocorreu; e, em conseqüência, houve um retrocesso: o apego aos conceitos mais básicos, acirrando seus significados em direção a dogmas e doutrinas.
A flexibilização é mais do que necessária. Hoje precisamos abrir nossos horizontes para o novo e o diferente, mas só poderemos abri-lo se tivermos um. E esse horizonte é adquirido na visitação à herança cultural, isto é, à bibliografia disponível.
As propostas e metodologias circulares da filosofia foram as que sobreviveram com mais vigor em nossos dias. Por isso, precisamos circular, ao invés de ficarmos parados.

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