sábado, 8 de setembro de 2007

Ecologia é Visão de Mundo

O assunto mais em voga nesse momento é a Ecologia, por conta dos problemas ambientais, sobretudo climáticos, apontados pelo vice-presidente dos EUA, Al Gore.
Com nossa herança tecnicista, esgotamos nossos esforços na inútil lista de "isso" e "aquilo". Tão alienados na quantificação, nós esquecemos que qualquer solução será uma viagem ecológica e estará para além do rol interminável das causas e efeitos: o homem polui, e o planeta agoniza. Embora clichê, a sentença não indica nenhum rumo para uma convivência melhor em nosso planeta.
A tão sonhada Pós-Modernidade pode finalmente ser vivida, quem sabe, nessa nova Era Ecológica por vir, caso não termine em mais um fracasso de utopias. A superação da lógica moderna não acontecerá, como não aconteceu, com as rupturas que alimentam suas engrenagens voltadas ao funcionamento da máquina, do capital e da razão. Ainda que conciliemos desenvolvimento econômico (no sentido originário dessa palavra) e harmonia com a natureza, remediando a catástrofe, permaneceremos amargando a decadência da civilização tecnolóide até, não duvidemos, um apocalipse previsto em alguma ficção científica hollywoodiana. Somente um abandono contundente das práticas iluministas, positivistas e mercantilistas pode descartar a viciosa Modernidade tardia.
Para a Ecologia de fato vingar, precisamos vivenciá-la -- e isso implica mudarmos nosso modus vivendi. Interesses, preocupações e atividades devem abandonar a bússola do mercado e da indústria para buscarem como guia a harmonização do homem em seu habitat, e isso só é possível quando entendermos a importância da natureza, como corpo de criação do Criador, portanto, como criatura divina, em eterno diálogo com a transcendência. Afastarmos da natureza é nos alienarmos cada vez mais em nossas engrenagens reificantes.

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